quinta-feira, 10 de maio de 2012

Carrinho novo, sim senhor...

Hoje, dei de caras, no lado de fora do LPMA, com a nova Viatura ARFF (não, não é um latido de cão, é a sigla para Aircraft Rescue and Fire Fighting...) dos bombeiros do LPMA - ou usando a sua designação tecnica os SSLCI - Serviço de Socorros e Luta Contra Incêndios.
A viatura em questão é um Oshkosh Striker 3000, fabricado pela Oshkosh Corporation, um nome lendário no fabrico deste tipo de  viaturas e cujo nome se pode encontrar em quarteis de bombeiros de aeroporto espalhados por quase todos os cantos do mundo.
Este bichinho de tamanho imponente mas linhas estéticas muito agradáveis parece ser perfeitamente capaz de desempenhar as funções a que se destina, senão vejamos: de acordo com o site da Oshkosh, o Striker 3000 tem uma velocidade máxima de 112 Km/h, levando 35 segundos a acelerar dos 0 aos 80 Km/h. Mede cerca de 12m de comprimento por 3.1 de largura e outros 3,4 - 3,8 m de altura (dependendo do equipamento instalado). Tem um motor diesel Deutz TCD 697 HP 16.0 V8 com minimo de 680 bhp a 2100 rpms e com sete velocidades automáticas. Usa pneus 24R21 XZL e tem um peso máximo especificado (GVWR) de quase 39463 kg.
Em termos de capacidade de combate a incêndios temos duas torres para canhão de água - uma no tejadinho e outra na frente - controladas electricamente por joystick na cabine, capazes de debitar 4732 e 1136 litros por minuto respectivamente. Para além disto possui pontos para duas linhas de água (uma em cada lado) com 46m de comprimento cada e agulhetas capazes de debitar 473 litros por minuto. Tudo isto alimentado por dois depósitos: um de água com capacidade para 5678 litros e um de espuma com 1590 litros.
Segundo me foi dito esta viatura, embora já em uso nos EUA, por exemplo, é a primeira da nova versão desta marca e modelo a ser entregue para serviço na Europa. E, diga-se, que é muito bom saber-se que, mesmo em tempo de recessão económica, há quem não tenha hesitação em investir em meios que visem garantir valores tão importantes como a vida e a segurança do ser humano.
Parabéns aos Aeroportos da Madeira SA e que a nova viatura preste muitos e bons anos de serviço na sua nobre missão. Se bem que, cá no fundo, também faço votos para que ela nunca seja necessária numa situação real...
E aqui ficam então os bonecos do Striker 3000, tirados, desta vez, não com a senhora Canon mas... com o senhor Nokia. Por isso as minhas desculpas pela qualidade...

Nota: Os dados apresentados neste post foram retirados do site da Oshkosh construtora do veiculo ARFF Striker 3000.

Oshkosh Striker 3000, 04, Serviço de Socorros e Luta Contra Incêndios, Aeroporto da Madeira:




7 comentários:

Berto Garcia disse...

Lo mejor para estos vehiculos es que nunca tengan que actuar solo en simulacros saludos

Manuel Brito disse...

Esse bichinho é tecnologia de ponta: Oshkosh Striker 3000 - segunda geração! Com o cockpit mais envidraçado, mais silencioso e menos poluente que os Striker 3000 da primeira geração, ao servido dos aeroportos do Continente. E estou a ver que vem todo artilhado, muito bem!

Paulo Olim disse...

Brutal, gostei de ver, estou em pulgas para ver este em ação!... puxa muita agua! 12946 a levar a uma velocidade de 100km/h já é obra!...


Paulo Olim

Rui Sousa disse...

Nice! Desejando ver isso em acção.. (em treinos...)

Anónimo disse...

Os dois monitores (canhões de água), se não estou em erro têm o mesmo débito. Aqueles valores debem
ser em alto e baixo débito talvez.

PagodaTroop disse...

Olá Anónimo:
A julgar pelo escrito no site da Oshkosh:
"•Roof Turret: Non-aspirating; electric joystick control; 625/1,250 gpm, (2271/4732 lpm)

•Bumper Turret: Non-aspirating; electric joystick control; 300 gpm (1136 lpm), higher flow turret options available"

...julgo que terão, mesmo, débitos diferentes. O monitor (já agora, obrigado pelo termo, não sabia que isso se chamava assim)do tejadilho tem valores de débito - 2271 (baixo) e 4732 litros (alto). Quanto ao monitor da frente eles apresentam o valor fixo de 1136 litros, se bem que deixam a opção de aumentar o débito (não sei se com alterações no monitor ou com a instalação de um monitor diferente...).
Abraço!

Anónimo disse...

Os dois monitores da viatura em questão têm o mesmo débito e tanto podem debitar em fluxo alto ou baixo.