terça-feira, 10 de abril de 2012

Da terra dos vulcões com nomes impronunciáveis...

Para sermos honestos e sinceros, a Islândia não é propriamente daqueles países que saltem muito à nossa memória. Enfiado lá para cima, quase a meio da parte mais setentrional do Atlântico, a Islândia foi, durante muitos anos, mais conhecida pelo simples facto de ser uma muito importante base da NATO na Guerra Fria. Mais recentemente o país foi à falência (sim, foi isso mesmo) mercê de governação incompetente o que levou a que a sociedade islandesa tivesse tido a coragem e a dignidade de sentar o rabo dos ditos governantes em tribunal num soberbo exemplo de democracia e cidadania que deveria ser seguido por esse mundo fora...

Bom, mas mais chegado aos aviões a Islândia também ficou conhecida por ter sido a origem das nuvens de cinza vulcânica que tanto caos criaram no transporte aéreo na Europa e América do Norte. Sim, porque se há coisa que não falta na Islândia são vulcões, quase todos com nomes que o comum dos mortais vê-se grego (ou, neste caso, islandês) para pronunciar: tentem, por exemplo com o Eyjafjallajökull ou o Theistareykjarbunga (eu, para pôr isto aqui recorri ao Copy/Paste para nem me atrever a tentar escrever os nomes...).

A Islândia também tem a sua aviação comercial e, até, tem companhias bem conhecidas como a Air Atlanta Icelandic ou a Icelandair (ICE/FI). Esta última é a sua companhia de bandeira e as suas origens remontam ao ano de 1937 com uma companhia chamada Flugfélag Akureyrar (pois, foi mais um Copy/Paste...), cujo único avião, um hidroavião Waco YKS-7, sofreu um acidente dois anos depois, obrigando à suspensão das operações da companhia. O nome Icelandair surgiu em 1979 e evoluiu até à empresa de hoje: uma companhia com uma frota de 37 aviões servindo 33 destinos internacionais na Europa e América do Norte.

A ICE já operou no LPMA: por várias vezes aviões da companhia realizaram voos CCS-FNC para a Santa Bárbara Airlines (SBA), operando B757s e B767s. E hoje a ICE voltou ao LPMA, desta vez com um voo operado entre Keflavik (KEF/BIKF), FNC e Las Palmas (LPA/GCLP), coisa que (parece) será para repetir por mais umas três ou quatro vezes durante estes próximos tempos. O voo foi operado pelo B757 TF-FIP um avião que sempre voou com a companhia tendo sido entregue em 2000 ano da sua construção.

Ficam então os bonecos do Foxtrot-India-Papa da ICE tiradas hoje (em contra-luz, mas paciência!..) aquando da sua chegada, sob um sol forte, pelas 13:50 - 25 minutos antes do horário...

Boeing 757-208, TF-FIP, Icelandair:

2 comentários:

Rui Sousa disse...

Belo report cheio de coisas interessantes, como sempre.
A chegada é que calhava bem que fosse umas 4 horitas mais tarde, numa próxima vinda, já que com esse tipo de luz...(e verdade seja dita, a essa hora, para mim, só se for ao fds...)

Só mais uma achega em relação às passagens da Icelandair por cá: passaram igualmente num voo charter organizado pela Abercrombie & Kent, com honras de títulos especiais no avião (TF-FIA), em 2009

PagodaTroop disse...

Obrigado Rui. E gracias pela achega. Pensei que a coisa se tivesse limitado aos CCS da SBA.
Quanto à hora, bom...para mim, aquela hora só para ondas de calor, contra-luz e brancos rebentados. Mas como o tempo não era muito e o gajo ainda adiantou 25 minutos...
Mas isto às 17, 18 horas seria outra coisa, sem dúvida!